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Descrevendo o município de Paraty em 1907, o engenheiro Justin Norbert
informa que a "canna é o objeto de um grande commércio neste logar
e grande parte dos pequenos proprietários fabricam a aguardente
chamada "Paraty", por causa de sua qualidade excellente, devido
sem dúvida à posição e à fertilidade de suas terras. Até uma certa
altura da serra, a cultura da canna dá grandes resultados. A canna
athé attinge a proporções gigantescas (5 e mesmo 6 metros de altura)
e desde que é plantada e tratada convenientemente, pode-se, cada
anno, fazer o corte e estas colheitas sempre abundantes, duram de
5 a 6 anos seguidos, sem proceder a nova plantação". Quanto ao processo
"de se fazer pinga aqui na cidade é artesanal, desde o plantio,
a moagem com roda d'água, a fermentação do caldo em dornas, até
a construção do alambique de cobre, que transforma o mucungo (caldo
da cana fermentado) em aguardente". Entre os segredos de se fabricar
uma boa cachaça está a temperatura. Em Paraty, o calor do alambique
é mantido com fogo a lenha.
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