Forte Defensor Perpétuo:

No século XIX, Paraty, importante entreposto comercial, possuía algumas fortificações e baterias para a proteção do porto e da cidade. Construídas pelos portugueses, estas edificações militares desapareceram completamente, restando apenas parte do Forte Defensor Perpétuo e alguns canhões nas ruínas das fortificações das Ilhas da Bexigas e Iticopê. Construído no Morro da Vila Velha, também conhecido como Morro de São Roque, do Pontal ou do Forte, em 1703, o Forte Defensor Perpétuo é armado com seis canhões. Com o declínio econômico de Paraty, ficou em ruínas, sendo reconstruído em 1822, quando recebeu sua denominação atual em homenagem a D. Pedro I, Imperador e Defensor Perpétuo do Brasil.

Composto em terrapleno, alojamento e casa da pólvora, ficou desarmado entre 1822 e 1831. De arquitetura singular, que guarda a elegância e as proporções do casario do Bairro Histórico, foi tombado pelo instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 15 de julho de 1957. Logo após ter sido autorizada a sua transferência da jurisdição do Ministério da Guerra para o da Educação e Cultura. Nos anos 60, o Monumento foi restaurado pelo IPHAN e hoje, está sob a responsabilidade da sua 6ª Superintendência Regional. O Forte Defensor Perpétuo expõe, desde 1984, objetos do artesanato da região, uma Casa de Farinha e utensílios de uma cozinha de residência da área rural. Este conjunto de exposições constitui-se no "Centro de Artes e Tradições Populares de Paraty", criado a partir do projeto piloto de apoio ao artesão efetuado pelo Instituto Histórico de Paraty. Em 20 de maio de 1988, foi aberta à visitação a mostra "O Modo de Fazer", que apresenta processos de confecção artesanal tradicionais em Paraty. Este conjunto de objetos e documentação fotográfica resulta de pesquisa efetuada por Raquel e Marcos Ribas e doada ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Chafariz do Pedreira

Um passeio histórico em Paraty pode começar no Chafariz do Pedreira, à entrada da cidade. Construído em mármore, em 1851, foi inaugurado em 1853, pelo Conselheiro Luiz Pedreira do Couto Ferraz, Presidente da Província do Rio de Janeiro, que em copo de ouro bebeu suas primeiras águas. Abastecia a cidade e era ponto de encontro de lavadeiras e tropeiros que davam de beber a seus animais.

Pinacoteca Antônio Marino Gouveia:

Possui importante, rico e diversificado patrimônio artístico e cultural representado por trabalhos de famosos pintores e artistas plásticos que tiveram íntima relação com a vida da cidade, alguns deles participantes da famosa Semana de Arte Moderna de 1922, marco divisório da vida artística nacional. Entre os trabalhos expostos encontram-se alguns de grande expressividade de autoria de renomados artistas como Anita Malfatti, J. Graz, Nana Viego, Armando Viana e outros. A pinacoteca fica hoje abrigada na Antiga Cadeia.

 

Santa Cruz das Almas:

A Capela de Santa Cruz das Almas, na Rua Presidente Pedreira, é um altar público, construído em alvenaria. Era também conhecido como Santa Cruz dos Enforcados, destinado à última oração dos condenados que eram enforcados no Largo do Rocio. Chama-se ainda "Caixa dos Ossos" ou "Caixa das Almas", destinada a receber esmolas para a Irmandade de São Miguel das Almas. Este oratório se ergue no antigo caminho para o pelourinho. A Santa Cruz das Almas está próxima do Chafariz do Pedreira.

 

Rua da Praia:

A Rua Nova da Praia, hoje Dr. Pereira, segue do mercado do peixe até à margem do rio Perequê-açu. Em determinadas luas, é invadida pelas águas da maré alta, que refletem seu bonito casario, espetáculo que atrai a atenção dos turistas.

 

Rua Dona Geralda:

Nascida em Paraty, em 1807, Geralda Maria da Silva, foi uma figura benemérita quase lendária. Herdou de seu pai uma fortuna que a tradição relaciona com o tesouro dos piratas. À Rua Dona Geralda se erguem nobres sobrados, como o que se vê à esquina, que data do século XVIII.

 

Rua do Fogo:

É uma das poucas ruas que conserva seu primitivo nome. Une o canto do Largo de Santa Rita à Rua Maria Jácome de Mello, nome ligado à fundação da cidade. Por sua beleza, essa pequena rua é uma das mais procuradas pelos pintores que buscam em Paraty inspiração para sua arte.

 

Sobrados:

Aos fundos da Matriz, se localiza um elegante conjunto de sobrados. No terceiro deles, a partir da esquerda, em cuja porta está a data de 1848, funcionou um pequeno teatro. Entretanto, quarenta anos antes, em 1808, à Rua da Patitiba, já funcionava a Casa de Ópera, para a "educação do povo e sua ilustração".

 

Portão de Ferro

Era a antiga entrada da cidade. Não se pode precisar a data de sua construção. Situa-se no final da rua Presidente Pedreira, após o Estádio Municipal de Futebol. Do portão restam somente os portais de pedra e a guarita das sentinelas. Nele fiscalizava-se a entrada e a saída das tropas, com identificação dos passantes. Era fechado às 18 horas, ao soar um tiro de canhão do Forte defensor Perpétuo e reaberto às 6 horas com um novo tiro de canhão.

 

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